segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Love Poem


Daqui:


Resultado de uma ida à Poesia Incompleta.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Livros e Cinema, mais uma livraria. Hoje mesmo.

Primavera

Teu Só Sossego aqui Contigo Ausente

Teu só sossego aqui contigo ausente
Na casa que te veste à justa de paredes,
Tenho-te em móveis, nos perfumes, na semente
Dos cuidados que deixas ao partir,
A doce estância toda povoada
Dos mínimos sinais, dos sapatos de plinto
Que te elevam, Terpsícore ou Mnemósine,
Como uma estátua fiel ao labirinto.
Aqui, androceu da flor, o cálice abre aromas,
Farmácia chamo à tua colecção de vidros
Onde, à margem de planos e de somas,
Tenho remédio para os meus alvidros.
O chá é forte e adstringente,
O leite grosso sabe à ordenha,
E até nos quadros vive gente
À espera que a dona venha.
Porque tudo nos tectos é coroa,
No chão as traînes, os passinhos salpicados
Como o vento ainda longe de Lisboa
Escolheu a gaivota do balanço
Que no cais engolfado melhor voa:
Um vácuo, enfim, que o não será — tão logo
Chegues no ar medido e a aço propulso:
Por isso um pouco de fogo
Bate sanguíneo em meu pulso,
Pois o amor de quem espera
É uma graça a vencer.
Uma casa sem hera
É como gente sem viver.

Vitorino Nemésio

Esta semana recebi este magneto que me parece muito apropriado aos nossos dias, mostrando bem como Mark Twain merece a fama e reconhecimento que tem. 

We'll meet again


Um CD apropriado aos tempos. Podemos ouvir a música que lhe dá o nome aqui:



Ora aqui está uma coisa que nem eu compreendo:


Tirado daqui:


Insultos

Recebi um maravilhoso conjunto de insultos alguns dos quais que aqui partilho convosco:




Não fiquei muito ofendida, porque não são uns insultos quaisquer, e parece-me que me vão dar jeito:





Júlio Verne

A Ana Paula Paiva chamou-me a atenção para o detalhe do Google ao celebrar o 183º aniversário de Júlio Verne:

Confesso que não faço ideia se alguém hoje lê Júlio Verne, mas posso pelo menos garantir-vos que passei horas e horas da minha vida a lê-lo e, quando me lembro disso, a sensação que ainda tenho é de estar a viajar, sempre, sempre, até ao centro da terra, no Transiberiano, a bordo do Nautilus, na pele de Phineas Fogg ou do seu Passepartout, em frente da bandeira, pelo Orinoco acima, à procura do Capitão Grant, à volta da Lua ou pela China fora:




Gostei muito deste livro, gosto de jardins e de água, por isso era fácil. Mas, de tudo, o que gostei mais de ver foi este sistema de rega que me fez lembrar uma horta onde eu e o meu irmão éramos muitas vezes responsáveis pela gestão da água que saía de um tanque gigante para regar as diversas árvores e plantas:



Uma livraria nova


Sugerida pela Margarida Muñoz de Oliveira. Aqui, o site: Cabeçudos 
O tempo das camélias é também o tempo da lampreia.




Embora a perspectiva científica seja a que menos me interessa na lampreia, um deste dias almocei uma, por sinal bem boa, num restaurante que agraciava os seus clientes com este folheto, da responsabilidade do maravilhoso Fluviário de Mora:


O tempo das camélias chegou

Quem as quiser ir ver pode aproveitar este passeio: AAJBA 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"awaken the public"


"...when a law has outgrown time and necessity, it must go and the only way to get rid of the law is to awaken the public to the fact that it has outlived its purposes and that is precisely what I have been doing and mean to do in the future."

The Terrible People

People who have what they want are very fond of telling people who haven't what they want that they really don't want it,
And I wish I could afford to gather all such people into a gloomy castle on the Danube and hire half a dozen capable Draculas to haunt it.
I dont' mind their having a lot of money, and I don't care how they employ it,
But I do think that they damn well ought to admit they enjoy it.
But no, they insist on being stealthy
About the pleasures of being wealthy,
And the possession of a handsome annuity
Makes them think that to say how hard it is to make both ends meet is their bounden duity.
You cannot conceive of an occasion
Which will find them without some suitable evasion.
Yes indeed, with argumetsn they are very fecund;
Their first point is that money isn't everything, and that they have no money anyhow is their second.
Some people's money is merited,
And other people's is inherited,
But wherever it comes from,
They talk about it as if it were something you got pink gums from.
Perhaps indeed the possession of wealth is constantly distressing,
But I should be quite willing to assume every curse of wealth if I could at the same time assume every blessing.
The only incurable troubles of the rich are the troubles that money can't cure,
Which is a kind of trouble that is even more troublesome if you are poor.
Certainly there are lots of things in life that money won't buy, but it's very funny --
Have you ever tried to buy them without money?

Ogden Nash

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Chega de saudade