terça-feira, 8 de março de 2011

Livros velhos

Ah! E por falar nisso, a melhor lembrança aqui:

Livros velhos

Livros velhos

Primavera

domingo, 6 de março de 2011

Edward Hopper

A un lector

Que otros se jacten de las páginas que han escrito;
a mí me enorgullecen las que he leído.
No habré sido un filólogo,
no habré inquirido las declinaciones, los modos, la laboriosa mutación de las letras,
la de que se endurece en te,
la equivalencia de la ge y de la ka,
pero a lo largo de mis años he profesado
la pasión del lenguaje.
Mis noches están llenas de Virgilio;
haber sabido y haber olvidado el latín
es una posesión, porque el olvido
es una de las formas de la memoria, su vago sótano,
la otra cara secreta de la moneda.
Cuando en mis ojos se borraron
las vanas apariencias queridas,
los rostros y la página,
me di al estudio del lenguaje de hierro
que usaron mis mayores para cantar
espadas y soledades,
y ahora, a través de siete siglos,
desde la Última Thule,
tu voz me llega, Snorri Sturluson.
El joven, ante el libro, se impone una disciplina precisa
y lo hace en pos de un conocimiento preciso;
a mis años, toda empresa es una aventura
que linda con la noche.
No acabaré de descifrar las antiguas lenguas del Norte,
no hundiré las manos ansiosas en el oro de Sigurd;
la tarea que emprendo es ilimitada
y ha de acompañarme hasta el fin,
no menos misteriosa que el universo
y que yo, el aprendiz.

Jorge Luis Borges

sábado, 5 de março de 2011

Tempo de violetas


A pedido dos mais jovens cá de casa.

Spring

When daisies pied, and violets blue,
And lady-smocks all silver-white,
And cuckoo-buds of yellow hue
Do paint the meadows with delight,
The cuckoo then, on every tree,
Mocks married men, for thus sings he:
'Cuckoo!
Cuckoo, cuckoo!' O word of fear,
Unpleasing to a married ear.
When shepherds pipe on oaten straws,
And merry larks are ploughmen's clocks,
When turtles tread, and rooks, and daws,
And maidens bleach their summer smocks,
The cuckoo then, on every tree,
Mocks married men, for thus sings he:
'Cuckoo!
Cuckoo, cuckoo!' O word of fear,
Unpleasing to a married ear.

William Shakespeare

sexta-feira, 4 de março de 2011

Sementes

Encontrei a notícia sobre o anversário do Jamaica aqui:



Onde encontrei também esta enigmática OSTRA:



O texto é, como não podia deixar de ser, uma pérola:


Registem isto:

Fronteira na exploração dos interstícios.

Produções que “roçam por vezes o território da instalação.“

Fixação da própria teatralidade.

Imutabilidade do acto teatral.

Pela parte que me toca, não me apanham lá. Não quero explorar interstícios de nenhuma ostra a não ser na brasserie da Avenida.

Aniversário


O Jamaica faz 40 anos. O que é triste é ver que a moda feminina pouco evoluiu desde então.
A festa consta de 40 noites com DJ’s improváveis.


Campo

Gente amiga, sabedora do meu gosto pelo campo, lembrou-se de mim e mandou-me este belo detalhe pitoresco, com caprino, que partilho com os meus amigos, para descansarmos das agruras da vida urbano-depressiva:


De cabeça no ar

Ver mais aqui: Jardim Botânico

Leilões

Os catálogos de leilões tendem a repousar sobre a minha mesa. Não é mau, porque sempre posso sonhar. Com uma gravura de Almada:


Ou com uma caixinha de esmalte, russa, claro. 


 

Leituras




Por falar em literatura satírica, esta semana tive sorte, porque também me chegou este livrinho:



 Escolhi naturalmente o capítulo 9, (se bem que o 7 também fosse sedutor):




 
 

 Muito adequado aos tempos que correm.

Nicolau Tolentino

Recebi este livro, de um autor cuja obra desconhecia:

 Depois de ler o poema que aqui reproduzo, percebi a razão da oferta:

Primitivos Portugueses




Os que ainda não foram ver a exposição “Primitivos Portugueses” no Museu Nacional de Arte Antiga podem rejubilar: a exposição, que não se deve perder nem por nada, foi prorrogada.

Ainda que com prejuízo para a obra, pois a reprodução é deficiente, deixo-vos aqui um quadro daquela exposição, atribuído a Garcia Fernandes, e que serve também para recordar que na próxima Terça Feira, apesar de ser dia de Carnaval, continua a ser dia da mulher:



Trata-se da criação de Eva, a partir, como sabemos, de uma costela de Adão, este aqui em pose ociosa e simulando desinteresse, postura que os seus descendentes, aliás, persistem em manter ante o autêntico milagre que é a existência de mulheres. Não posso deixar de acrescentar o espanto que me causa neste quadro a presença de outros humanóides uma vez que, como sabemos, Adão e Eva terão sido os primeiros. Assim, sou levada a crer que se trata de anjos bisbilhoteiros ou de delírio místico do autor.