domingo, 11 de julho de 2010

Campo

sábado, 10 de julho de 2010

Recuerdo

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Este Boião de Sexta Feira  tem de tudo, hipnotismo, casamento, uma Vénus Lasciva, Aristóteles ali escondido no meio, um advogado a trabalhar até tarde e um alecrineiro. Só lhe falta o bandoneon, uma coisa imprescindível para as noites de Verão:

Já O POVO

Está no Museu da Electricidade:



"o povo é sereno; o povo é quem mais ordena; ganharás o pão com o suor do teu rosto; casas do povo; se isto não é o povo, onde é que está o povo? ; queres fiado, toma… são alguns dos slogans e dizeres que grafitam os espaços do Museu da Electricidade, nos quais se exploram arquivos de som e de imagem, obras de pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo e cinema, textos literários, memórias e testemunhos populares e eruditos. Através do recurso a novas tecnologias, a exposição assume as características de uma «instalação» em permanente interactividade com o PÚBLICO – POVO. A Kameraphoto, colectivo de fotógrafos independentes, foi convidada a criar um mural dinâmico de fotografia."

O Arquivo Fotográfico de Lisboa

Está no mesmo sítio. Pelo menos é o que dizem:


Chapitô

A Matilde Cortez Pinto, estando impedida pelo Oceano de disfrutar das noites frescas de Lisboa lembra-nos a nós que sempre podemos lá ir:



Programa aqui: Chapitô

SHAKESPEARE

Finalmente em Braga!
Uma informação do Eduardo Peixoto Gomes:


Programa aqui: Theatro Circo

Nem de propósito, a Leonor Chastre lembrou-se disto:



Noites de Verão

Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão.
Mas no fundo isso não tem muita importância.
O que interessa mesmo não são as noites em si são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.

William Shakespeare
E, por falar nisso, Alexandre Herculano, se fosse vivo, tinha 200 anos.
É uma bonita idade.


Lembra-se, os mais velhos, da Harpa do Crente?

(um nome que me fazia tremer de medo…)
Pois aqui fica um excerto:


Oh, como surge majestosa e bela,
Com viço da criação, a natureza
No solitário vale! E o leve insecto
E a relva e os matos e a fragrância pura
Das boninas da encosta estão contando
Mil saudades de Deus, que os há lançado,
Com mão profusa, no regaço ameno
Da solidão, onde se esconde o justo.

E lá campeiam no alto das montanhas
Os escalvados píncaros, severos,
Quais guardadores de um lugar que é santo;
Atalaias que ao longe o mundo observam,
Cerrando até o mar o último abrigo
Da crença viva, da oração piedosa,
Que se ergue a Deus de lábios inocentes.

Sobre esta cena o sol verte em torrentes
Da manhã o fulgor; a brisa esvai-se
Pelos rosmaninhais, e inclina os topos
Do zimbro e alecrineiro, ao rés sentados
Desses tronos de fragas sobrepostas,
Que alpestres matas de medronhos vestem;
O rocio da noite à branca rosa
No seio derramou frescor suave,
E inda existência lhe dará um dia.

Formoso ermo do sul, outra vez, salve!

Aniversário

O Dr. João Veiga Gomes recordou-me os 150 anos de Gustav Mahler


Eu acho isto muito bonito, espero que gostem:

.

Poesia

Working Late


A light is on in my father’s study.
“Still up?” he says, and we are silent,
looking at the harbor lights,
listening to the surf
and the creak of coconut boughs.

He is working late on cases.
No impassioned speech! He argues from evidence,
actually pacing out and measuring,
while the fans revolving on the ceiling
winnow the true from the false.

Once he passed a brass curtain rod
through a head made out of plaster
and showed the jury the angle of fire—
where the murderer must have stood.
For years, all through my childhood,
if I opened a closet . . . bang!
There would be the dead man’s head
with a black hole in the forehead.

All the arguing in the world
will not stay the moon.
She has come all the way from Russia
to gaze for a while in a mango tree
and light the wall of a veranda,
before resuming her interrupted journey
beyond the harbor and the lighthouse
at Port Royal, turning away
from land to the open sea.


Yet, nothing in nature changes, from that day to this,
she is still the mother of us all.
I can see the drifting offshore lights,
black posts where the pelicans brood.


And the light that used to shine
at night in my father’s study
now shines as late in mine.

Louis Simpson

Justiça


Crimes e discursos de defesa

Especialmente dedicado aos jovens advogados que ultrapassaram nos últimos dias com sucesso as provas da Ordem, um exemplo do que os espera.
Vejam as patifarias de que uma mulher é capaz e tudo aquilo que um Advogado tem que fazer para defender o seu cliente, nas alegações de defesa de Carlos Cienfuegos, assassino da condessa Hamilton, proferidas no Tribunal Criminal de Roma:
 
 
 

Tribunais

Daqui:


Advogados

Casamento

Mão amiga fez-me chegar esta mensagem, como se eu precisasse de ser convencida:



Hipnotismo


Isto e muito mais aqui: Gate Galleries.
Agora escolham.
Vincent Van Gogh

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Recuerdo de un Recuerdo

RECUERDO

WE WERE very tired, we were very merry--
We had gone back and forth all night on the ferry.
It was bare and bright, and smelled like a stable--
But we looked into a fire, we leaned across a table,
We lay on a hilltop underneath the moon;
And the whistles kept blowing, and the dawn came soon.

We were very tired, we were very merry--
We had gone back and forth all night on the ferry,
And you ate an apple, and I ate a pear,
From a dozen of each we had bought somewhere;
And the sky went wan, and the wind came cold,
And the sun rose dripping, a bucketful of gold.

We were very tired, we were very merry,
We had gone back and forth all night on the ferry,
We hailed "Good morrow, mother!" to a shawl-covered head,
And bought a morning paper, which neither of us read;
And she wept, "God bless you!" for the apples and pears,
And we gave her all our money but our subway fares.


Edna St.Vincent Millay

terça-feira, 6 de julho de 2010

Peder Severin Krøyer

segunda-feira, 5 de julho de 2010

De ananases


"Gastei a noite preparando frases, cheias de profundidade e beleza, para lançar a Fradique Mendes! Tendiam todas à glorificação das LAPIDÁRIAS. E lembro-me de ter, com amoroso cuidado, burilado e repolido esta:—«A forma de V. Ex.a é um mármore divino com estremecimentos humanos!»
De manhã apurei requintadamente a minha toilette como se, em vez de Fradique, fosse encontrar Ana de Léon—com quem já nessa madrugada, num sonho repassado de erudição e sensibilidade, eu passeara na Via Sagrada que vai de Atenas a Elêusis, conversando, por entre os lírios que desfolhávamos, sobre o ensino de Platão e a versificação das LAPIDÁRIAS. E às duas horas, dentro de uma tipóia, para que o macadame regado me não maculasse o verniz dos sapatos, parava na Havanesa, pálido, perfumado, comovido, com uma tremenda rosa de chá na lapela, éramos assim em 1867!

(...)

Pela escada, o poeta das LAPIDÁRIAS aludiu ao tórrido calor de Agosto. E eu que nesse instante, defronte do espelho no patamar, revistava, com um olhar furtivo, a linha da minha sobrecasaca e a frescura da minha rosa—deixei estouvadamente escapar esta coisa hedionda:—Sim, está de escachar!
E ainda o torpe som não morrera, já uma aflição me lacerava, por esta «chulice» e esquina de tabacaria, assim atabalhoadamente lançada como um pingo de sebo sobre o supremo artista das LAPIDÁRIAS. O homem que conversara com Hugo à beira mar!...
Entrei no quarto atordoado, com bagas de suor na face. E debalde rebuscava desesperadamente uma outra frase sobre o calor, bem trabalhada, toda cintilante e nova! Nada! Só me acudiam sordidezes paralelas, em calão teimoso:— «é de rachar»! «está de ananases»! «derrete os untos»!... Atravessei ali uma dessas angústias atrozes e grotescas, que, aos vinte anos, quando se começa a vida e a literatura, vincam a alma—e jamais esquecem.
Felizmente Fradique desaparecera por trás dum reposteiro de alcova. Só, limpando o suor, considerando que altos pensadores se exprimem assim, com uma simplicidade rude,—serenei."

Eça de Queirós, A Correspondência de Fradique Mendes
Pitões das Júnias

domingo, 4 de julho de 2010

A Clear Midnight

This is thy hour O Soul, thy free flight into the wordless,
Away from books, away from art, the day erased, the lesson
                  done,
Thee fully forth emerging, silent, gazing, pondering the
                 themes thou lovest best,
Night, sleep, death and the stars.

Walt Whitman

Fading away


Tony Judt, NYRB.

sábado, 3 de julho de 2010

Fading away


Sesta


Almada Negreiros


No Chiado

Seis anos incompletos


Noite


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Por falar nisso...

Neusa Henriques, imparavelmente cool, propõe:

Um Festival

Proposto pela Luisa Freitas e Costa.
 Aqui: Ao Largo

Fair Play

Bem sei que estamos sem poder ver espanhóis à frente, mas… espanholas, pode ser?


Eu acho que pode, principalmente se nos dão a solução para dúvidas destas
e resolvem assim problemas a homens mulheres:



É muitíssimo simples e encerra uma grande verdade:

Um contributo de Hugo Teixeira, a propósito de um tema da actualidade:

Aqui: BP SPILLS

Fotografia

Lá longe:

Leonard Freed


Uma Exposição

Para o cego no quarto escuro à procura do gato preto que não está lá

O texto de apresentação, vai sendo já um clássico:

“For the blind man… celebra a natureza especulativa do conhe¬cimento e advoga o primado da curiosidade sobre a compreensão. Se, por um lado, os artistas incluídos na exposição partilham a nossa urgência de compreender o mundo, por outro, eles estão também empenhados em separar a arte da explicação. Na sua dimensão especulativa, as obras apresentadas aludem a uma busca do conhecimento, ao mesmo tempo que insistem no facto de a arte não ser um código que necessita de ser decifrado. Incorporando um espírito lúdico de não conhecimento, de desaprendizagem e de confusão produtiva, For the blind man… é dedicada à mente inquisitiva e aos prazeres de encontrar o nosso caminho na escuridão.”


Viver no campo

Identificada em Odemira uma espécie de rã ameaçada: a rã de focinho pontiagudo.

A notícia, aqui: ECOSFERA
E a fotografia daqui: Olhares

COISAS ANTIGAS

Um livro que eu não sabia que existia:

Losing our minds to the web



“All these problems—erosion of privacy; the triumph of the collective mind over the individual and the uncertain future of criticism; the customisation of the web; the blossoming of narcissism; the worsening addiction to technology—are complex social and political problems that cannot be solved through technology alone. The internet has helped to cause a lot of them—but it doesn’t seem to hold many solutions. Policy-makers and civil society will need to bear the burden of working on regulation and organising advocacy campaigns.”

Aqui: Prospect



UM NOVO LIVRO VELHO




Michel Waldmann

Sexta Feira


Ruy Belo

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Early Bird - O que hoje aprendi